Desabrochar

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Poem Commentary

A poem I wrote some time ago, about the word-poet relationship

Desabrochar

Fico com as palavras travadas na boca:

gosto amargo, cheiro ativo e cru.

Cores fortes

lua mansa bailando sobre águas,

ondas azuis e liquidas

desmaiando sobre areia branca:

Tudo isso desenhando vida dentro aqui.

Não adianta querer fustigar-me

Apegando-me ao  corriqueiro:

Inútil trazer mensagem

Que não fosse prima tangente de mim.

A palavra me atiça,

possibilita as asas, o fogo e o carmim.

As desabrocho.

Sem manhas, sem versos, sem remorso

Um simples ato de papel  e tinta, um fluir.

Por isto estou aqui.

A palavra pesa. Me dobra. Me conquista.

Necessitamos explodir.

Gesto, busca, compulsão.

Quem nos ouvira por fim?

 

 

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Poetry is not an expression of the party line. It's that time of night, lying in bed, thinking what you really think, making the private world public, that's what the poet does.

Allen Ginsberg (1926-1997) U.S. poet.

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